Quem não conhece o famoso efeito sanfona? Que ocorre quando a pessoa emagrece e volta a engordar repetidamente. Ele é uma realidade para milhões de brasileiros, mas está longe de ser apenas uma questão estética.
Segundo a nutricionista e educadora física Dani Borges, o efeito sanfona está frequentemente relacionado a dietas muito restritivas e metas difíceis de manter a longo prazo.
“Muitas pessoas entram em regimes de baixa caloria sem acompanhamento profissional, e isso gera um estresse metabólico que o corpo responde com ganho de peso assim que a dieta termina”, explica.
Por que o efeito sanfona acontece?
O corpo humano é adaptado para sobreviver e quando percebe uma redução drástica na ingestão calórica, ele ativa mecanismos de proteção. Entre eles, a redução do metabolismo, o aumento da fome e a maior eficiência em armazenar gordura.
“Além disso, fatores emocionais, hormonais e a falta de reeducação alimentar realista contribuem para que o peso perdido volte, muitas vezes com um “bônus” adicional. Esse “vai e vem” prejudica a saúde metabólica, aumenta o risco de doenças cardiovasculares e gera frustração e baixa autoestima”, destaca Dani Borges.
5 dicas para evitar o efeito sanfona:
– Evite dietas radicais: Fuja de promessas de emagrecimento rápido, mudanças drásticas são difíceis de manter e podem desacelerar o metabolismo;
– Invista em reeducação alimentar: Priorize uma alimentação equilibrada, com variedade de nutrientes e sem restrições exageradas;
– Pratique atividade física regularmente: O exercício ajuda a manter o peso, melhora o humor e acelera o metabolismo;
– Durma bem e cuide do estresse: Sono inadequado e estresse crônico aumentam a produção de hormônios que favorecem o acúmulo de gordura;
– Busque acompanhamento profissional: Nutricionistas e educadores físicos ajudam a construir estratégias realistas e personalizadas para emagrecimento saudável.
É possível reverter?
Romper o ciclo do efeito sanfona é totalmente possível, a chave está em substituir dietas temporárias por mudanças consistentes de hábitos, pequenas ações sustentadas por mais tempo têm um impacto muito maior.
“Mais importante do que perder peso rápido é manter a saúde e o equilíbrio no longo prazo, o emagrecimento precisa ser consequência de uma vida saudável, e não o contrário”, conclui Dani Borges.